AMBIENTE: Cuidar agora para herdar depois!
Nos próximos dias vais aprender de modo diferente. E verificar que é muito mais simples perceber situações do dia a dia, e resolver algumas delas, se usares aprendizagens que fazes em várias disciplinas.
Mas, para aprenderes, tens de fazer a tua parte: esforço, curiosidade, apresentar dúvidas e sugestões, colaborar nos processos, estar atento ao que se passa à tua volta (em tua casa, na escola, na freguesia, na cidade) e contribuir para que os problemas sejam resolvidos.
HAVIA TANTO LIXO?
O que mudou em Portugal desde o início do séc. XX?
Em 1950, não havia leite em pacote (o leite era vendido ao litro ou em garrafas de vido), nem iogurte, nem bolos embalados, nem pacotes de sumos e de refrigerantes, nem cereais de pequeno-almoço de pacote, etc. Usava-se embalagens de metal para conservar o peixe e o leite condensado, garrafas de vidro para o vinho e outras bebidas alcoólicas e, nas cidades grandes, para o leite. As compras levavam-se para casa em cesto de palha ou de pano.
Para a higiene do corpo havia sabonete e para lavar a louça, a roupa ou o chão, havia sabão.
O primeiro refrigerante à venda em Portugal foi o Sumol, em 1954.
Mais tarde surgiu um detergente para a roupa. Mas não havia para a louça, nem para o chão; nem gel de banho; nem ambientadores; nem amaciados de cabelo, nem produtos em spray, etc.
Tudo era diferente!
O consumidor (quem compra) comprava diretamente ao produtor (quem produz: lavrador ou fábrica) ou ao comerciante (mercearia), onde o produtor deixava os seus produtos. O comerciante tinha uma pequena loja, a mercearia.
Nessa época nem todas as casa tinham eletricidade. Podes perguntar a pessoas mais idosas da tua família quando tiveram eletricidade em casa.
E, se não havia eletricidade, também não havia frigorífico que, nessa altura, era muito caro em Portugal. Também não havia máquina de lavar a roupa, nem de lavar a louça e, por isso, não havia detergentes para máquinas. A roupa era lavada no rio ou num tanque, à mão, com sabão.
Quais os resíduos (lixo) que as famílias produziam?
Em 1960 eram muito poucos os produtos embalados (vendidos dentro de pacote). Assim, quando se preparava a comida, só havia resíduos de alimentos: cascas de batata, de fruta, restos de legumes, etc. Cada casa produzia poucos resíduos e, como eram orgânicos (partes de plantas) muitas famílias aproveitavam para colocar numa rima, no quintal, onde faziam compostagem. Produziam adubo natural que "alimentava" as plantas da horta.
Quando se passou a usar embalagens em todos os produtos?
Mais tarde, começaram a surgir embalagens para acondicionar produtos e, assim, aumentar a sua conservação, segurança e durabilidade. Quando as famílias passaram a ter frigorífico, este eletrodoméstico facilitou a conservação dos alimentos. Mas, até 1970, a maior parte das famílias não tinha, ainda, frigorífico.
Ampliar
Na década de 80, do século passado, começou a haver exigências quanto à rotulagem de alimentos (informação sobre o produto: como é feito, quem produziu, validade, quantidade, etc). Essa foi uma luta de organizações de consumidores pelo DIREITO à INFORMAÇÃO. E, em Braga, a Cooperativa Novos Pioneiros foi muito ativa nessa luta, tanto a nível nacional como a nível europeu.
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